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O concreto armado em 12 obras arquitetônicas pelo mundo

 

O concreto armado tem sido uma tendência tanto em metrópoles quanto em cidades pequenas. Em casas, edifícios, rodovias, pontes, usinas, obras de saneamento, o concreto armado está em quase toda construção. Esse nome é dado à estrutura de concreto que possui armações feitas com barras de aço em seu interior. Essas armações são necessárias para suprir a falta de resistência do concreto à tração, já que o forte do material é a resistência à compressão. As armações são indispensáveis na execução de peças, como vigas e lajes, por exemplo.

Quando a arquitetura moderna começou a ser estudada, com a fundação da Escola de Bauhaus, por Walter Gropius, o concreto armado tornou-se material característico desse objeto de estudo. Outros aspectos que caracterizam a arquitetura moderna são o uso de formas simples e geométricas e o concreto aparente (sem pintura ou reboco).

Confira 12 projetos que usam o material:

Church of the Light | Tadao Ando, 1989

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Um dos nomes mais importantes quando o assunto é concreto armado, Tadao Ando, projetou no Japão um edifício que une natureza e arquitetura. A “Igreja da Luz” é de ornamentação simples, e usa de uma abertura na parede em formato de cruz para que o símbolo tome forma através da passagem de luz natural.

Escola de Arte da Universidade de Monterrey | Tadao Ando, 2013

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Tadao Ando também projetou o edíficio da Escola de Arte da Universidade de Monterrey, no México. O prédio possui estúdios e salas para quase 500 alunos. Alguns vazios mostram o lado de baixo do edifício, dando a impressão de uma estrutura em arquibancada. As aberturas adicionais ao redor do prédio fornecem corredores de ar e espaços de convivência e lazer.

Casa Cubo | Studio MK27, 2012

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Márcio Kogan construiu essa casa, em São Paulo, a partir da desconstrução da volumetria de um enorme cubo de concreto. A parte inferior do cubo é quase retirada por completo, deixando boa parte da estrutura sustentada apenas por pilares. No primeiro andar, uma área externa de lazer é montada. Nos andares superiores, instalam-se quartos, salas, cozinha e banheiros. A fachada da casa é toda em concreto aparente.

Casa Bertolini | Studioparalelo + MAAM, 2008

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Os arquitetos do Studioparalelo e MAAM projetaram uma casa com estrutura de concreto armado e cobertura em alvenaria rebocada e esquadrias de alumínio com vidro termo-acústico, em Bento Gonçalves, no Brasil. A casa retangular é minimalista e faz uso de formas geométricas simples e ângulos retos. Boa parte da fachada da casa é em concreto aparente e uma extensa varanda em “L” dá acesso ao restante das acomodações do ambiente.

Convento de La Tourette | Le Corbuiser, 1960

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O convento de La Tourette foi a última grande obra de um dos maiores nomes da arquitetura do século XX, Le Corbuiser em território francês. A construção é materializada em concreto armado aparente, e conta com vidraças por toda a parte. O interior do edifício possui 100 células individuais, uma biblioteca comunitária, um refeitório, uma cobertura claustro, uma igreja, e salas de aula.
Igreja de São Francisco de Assis | Oscar Niemeyer, 1943

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A igreja da Pampulha, em Belo Horizonte, desafia a monotomia das construções da época e usa a versatilidade plástica do concreto para construir formas diferentes. No entanto, Oscar Niemeyer, um dos nomes mais importantes da arquitetura em todo o mundo, foi duramente criticado pelo formato inovador para templos católicos. Inclusive, a igreja demorou a ser consagrada porque tinha uma arquitetura pouco convencional.

Bar de Sucos & Terraço Egan | Architecture 53seven, 2007

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O edíficio, projetado por arquitetos irlandeses em Laios (Irlanda), abriga um modesto café na parte inferior, com mesas, cardápio de sucos e comidas variadas. Na parte superior, funciona um terraço espaçoso e um bar. O ponto curioso da arquitetura desse estabelecimento é que o telhado, feito de concreto armado, parece flutuar sobre o terreno da construção. Além disso, os elementos de concreto servem tanto como estrutura do edifício, como também são parte do mobiliário do local – mesas do café, assento externo, balcão do bar do terraço, dentre outros.

Edifício Copan | Oscar Niemeyer, 1961

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O edifício Copan é a maior estrutura de concreto armado erguida no Brasil. Uma das maiores construções de São Paulo, carrega formas sinuosas e curvas, que são marcas do estilo do arquiteto Oscar Niemeyer. O quebra-sol nesse projeto é importante, não só para sua função básica – de proteção solar – como também para acentuar as formas curvas do edifício.

RW Concrete Church | NAMELESS Architecture, 2013

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Nessa construção em Byeollae, na Coreia, o concreto se faz presente tanto na parte externa quanto na interna. A igreja conta com formas simples e com um visual minimalista. Aqui, o concreto armado deixa de ser só uma estrutura para construção e passa a ser conceito: a solidez do material é metáfora para o fato de que os valores cristãos são imutáveis e inquestionáveis.

Concrete House | Vanguarda Architects, 2010

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Uma espécie de desafio à gravidade e ao espaço, a casa projetada na capital argentina é quase completamente revestida por peças grandes de vidro, aproveitando bem a claridade do ambiente externo. Isso faz com que a parte interna da construção pareça maior do que realmente é. A casa é minimalista e conta com materiais básicos de construção, como ferro, concreto armado, madeira e vidro.

Concrete Slit House | AZL Architects, 2008

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Todas as paredes das faces externas e o teto foram projetados em concreto armado nesta casa construída na China. Uma grande fenda atravessa a estrutura e é recoberta com peças de vidro. Isso ajuda a clarear o ambiente e aumenta a passagem de luz. Na parte superior da fenda, a angulação não é reta – isso deixa a parte interna com movimento, já que a altura dos cômodos varia.
Concrete House | Ogrydziak Prillinger Architects, 2007

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A transformação de uma casa para dois habitantes numa residência para família resultou neste projeto em Piedmont, na California. O desafio era mostrar aos novos proprietários que a nova casa poderia ser habitada por uma maior quantidade de pessoas, sem ter que sacrificar a qualidade da arquitetura original. Os arquitetos mantiveram o visual da casa com cômodos grandes e materiais expostos – sem reboco ou pintura. Os espaços de convivência, cozinha e banheiros foram reconfigurados para maximizar a versatilidade do espaço.
Fonte: Bimbon