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Construção civil e agropecuária na pandemia do coronavírus: cenários e projeções

Desde o mês de março, o país vive em crise. A pandemia do novo coronavírus tem alterado a rotina social e econômica em todo o mundo. De acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI), a economia mundial deve passar pela pior crise desde a queda da bolsa de Nova York, em 1929. 

A projeção anterior de crescimento da economia brasileira, de 2,2%, agora tem uma perspectiva de queda de 5,3%. O cenário exige agilidade na tomada de decisões, mas a produção e a entrega de insumos essenciais como o calcário não podem parar.

Na Fida, as atividades comerciais envolvendo o calcário produzido para o setor agropecuário seguem operando, com os devidos cuidados de higiene tanto na área de produção quanto da logística. As unidades fabris de Caçapava do Sul e Pantano Grande pararam por 12 dias, mas já estão operando normalmente.

E para ajudar a entender o momento em que estamos e quais as projeções para os próximos meses, reunimos algumas informações relacionadas. Acompanhe. 

Na Capital, somente obras na área da saúde, segurança, educação estão permitidas

No Rio Grande do Sul, o decreto nº 55.154 publicado pelo governo do Estado não observa nenhuma restrição específica para a área da construção civil. O fechamento do comércio foi mantido em coletiva no último dia 15 de março para Porto Alegre e região metropolitana. No entanto, Caxias do Sul já está com o comércio operando. Nessas cidades só devem operar serviços essenciais. Os demais municípios podem flexibilizar as restrições das atividades comerciais por meio de decretos.

Em Porto Alegre, o decreto de calamidade pública proíbe a execução de obras, com exceção para fins de saúde, segurança, educação e obras públicas. A construção de prédios comerciais ou residenciais está proibida. 

coronavírus e construção civil
Em Porto Alegre, o decreto de calamidade pública proíbe a execução de obras, com exceção para fins de saúde, segurança, educação e obras públicas.

De acordo com o Sindicato da Indústria da Construção Civil no RS (SINDUSCON), são 27 mil profissionais somente nessa área atuando em Porto Alegre. Um acordo feito no final de março permite o corte de 40% na jornada de trabalho, além da rotatividade de trabalhadores por turno.

Sobre o mercado de vendas da construção civil, a Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (ABRAMAT) apurou que para 48% das empresas associadas o desempenho comercial em março foi considerado ruim ou muito ruim. Para 33%, o desempenho foi regular e, para 19%, o desempenho foi bom. Para abril, a expectativa é ruim ou muito ruim para 67% das empresas e 33% vislumbram um período regular. Já para maio não há perspectiva positiva. 

Alta do dólar garante preços altos das commodities

No setor do agronegócio, escoamento da produção e a logística são os fatores que realmente estão sendo afetados pela pandemia. O ritmo de colheita e a demanda externa por grãos continua em alta. No mercado internacional, os preços das commodities caíram. Entretanto, a subida do dólar, que se estabeleceu acima dos R$ 5, traduziu-se em aumento no preço dos produtos agrícolas brasileiros. 

Até 9 de abril, os preços das sacas de soja subiram 25%, de milho 37% e de arroz 26%, de acordo com dados da Emater. Entretanto, essa subida nos preços também se reflete em insumos mais caros. 

O preço das sacas de milho subiram 37% em abril segundo dados da Emater

Atividades consideradas como essenciais pelo decreto estadual como vigilância sanitária, prevenção, controle e erradicação de pragas, inspeção de alimentos de origem animal e vegetal, vigilância agropecuária e cuidados veterinários com animais em cativeiro, seguem operando. 

Olhando para o cenário nacional, especialistas preveem uma queda de 7% nas exportações. Já a produção, de acordo com a consultoria Safras & Mercado deve ter uma queda de 12%. Os principais setores afetados devem ser o de laticínios, por possuir um alto valor agregado e correr o risco de ser impactado pela alta dos preços, e o setor de biocombustíveis, pela pouca demanda interna e pela queda nos preços do petróleo. 

Na Fida, a produção e a distribuição de calcário para o setor agropecuário segue funcionando. Todas as operações estão sendo monitoradas pelo Ministério da Agricultura e da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil. Recomendamos aos fornecedores manter contato conosco por meio do telefone e também por e-mail, videochamadas ou WhatsApp.